26 de fevereiro de 2012



E o último beijo não teria sido doce...

Não saberia dizer por que o adeus não cabe nos versos. A imensidão das palavras que eu levarei acorrentadas para que não saiam pelos meus olhos. O amor.

Enlaçados pelos dias de saudade eterna.
Sepultando um futuro com terra fervendo, queimando os sonhos, abortando os corações pela boca.

Deito em cacos de vidro esperando que alguém me veja e me socorra e me liberte e me cubra de sangue para a remissão dos meus pecados sem perdão.

Abrir mão do paraíso e voltar ao inferno por ter esquecido a senha. Dar de cara com o diabo que ri da minha e da tua fraqueza e me joga na cara todos os meus poemas ridículos. Faz escárnio, grita o teu nome e joga tuas fotos no fogo eterno.

Dê as costas, suplico!
E livra-me de todo o mal.
Amém.


Um comentário:

Mensageiro Obscuro disse...

Esse poema tem uma carga de morbidez por quem sofreu por amor. É tenso passar por essa decadência.